Bayonetta

16 mar

Em agosto de 2001, foi lançado um dos games mais influentes da década: Devil May Cry. Ele iniciou um dos gêneros mais populares dos últimos 10 anos e foi inspiração pro nascimento e renascimento de muitas fanquias: Ninja Gaiden, God of War, Brutal Legends, Dante’s Inferno… Todos eles, de uma forma ou de outra, utilizam-se de conceitos que foram criados por Hideki Kamiya na primeira aventura de Dante. Agora, 9 anos depois, Kamiya volta ao gênero que inventou pra estabelecer um um novo padrão que deve ser seguido. Parece exagero, mas Bayonetta tem uma jogabilidade tão boa que fica difícil compará-lo a qualquer outro game. Tudo é tão natural, fluído e intuitivo que em pouco tempo você irá aprender a dar combos incríveis e esquivas perfeitas. Mas não vai achando que o jogo é fácil e simples por conta disso: você terá que utilizar uma boa dose de estratégia pra derrotar os monstruosos anjos que encontrará durante a aventura. Uma das grandes sacadas do sistema de combate é o Witch Time, que é ativado quando você esquiva bem na iminência levar uma porrada. Durante um curto espaço de tempo, o Witch Time funciona como se fosse um Bullet Time, ou seja: Bayonetta fica estupidamente mais veloz que os seus inimigos. Mas claro que tudo tem seu preço: arriscar uma esquiva no momento certo é perigoso e pode fazer com você tome danos desnecessários por conta da sua ousadia. Armas não vão faltar: além das quatro pistolas dadas por Rodin no começo do jogo, ela terá a sua disposição outras armas como chicote, espada e patins. Isso sem contar que, ao matar os inimigos com um Torture Attack, eles deixam suas armas disponíveis para serem usados pela bruxa. Falando neles, os Torture Attacks também são ótimos. Para ativá-los, basta você detonar nos combos e nas esquivas que a barra de magia vai se enchendo. Aí é só apertar os botões que são indicados na tela e você verá Bayonetta evocando instrumentos de torturas medievais para maltratar os anjos safadinhos, que é como ela gosta de chamar seus inimigos. E se você pensa o game é só ação desenfreada, está enganado: além de haver muito o que explorar nos cenários, as cutscenes são outro ponto forte do game. Por mais que você não vá entender quase nada da história até o final (quando tudo é explicado), as cenas são extremamente divertidas por conta do humor único da Bayonetta. Dirigidas pelo mesmo cara que fez de as cenas Devil May Cry 3 e 4, Yuji Shimomura, elas são marcadas por muito exagero, humor e sensualidade, que são exatamente as maiores características da protagonista. Graficamente, o jogo não decepciona, os cenários são lindos e tem um ótimo level design. Os persoangens são todos muito caprichados, bem modelados e o game é bem fluído – pelo menos na versão de Xbox 360. A dublagem é um show a parte, o sotaque britânico da bruxa se encaixa perfeitamente com sua personalidade e as vozes de todos os outros personagens também são excelentes. A trilha sonora é variada e os temas cantados pela belga Helena Nogueira são divertidíssimos e bem condizentes com o estilo da protagonista. Bayonetta pode não revolucionar, mas é impecável, intenso e divertido de tal forma que se transforma numa das melhores experiências dessa geração.

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